Bolsa D. Manuel de Mello

Bolsa D. Manuel de Mello

A Bolsa D. Manuel de Mello premeia jovens médicos que desenvolvam projetos de investigação clínica, no âmbito das Unidades de Investigação e Desenvolvimento das Faculdades de Medicina portuguesas.

No valor de 12.500 Euros e periodicidade anual, destina-se a galardoar trabalhos de investigação médica, encontrando-se o concurso aberto a todos os profissionais da saúde.

Consulte o Regulamento : 

Regulamento Bolsa D. Manuel de Mello 2016

 


Edição de 2015

Jovem investigadora vence Bolsa com projeto sobre a aplicação de ressonância magnética

O trabalho “Análise multiparamétrica por Ressonância Magnética para predição da viabilidade tecidual e recanalização em doentes com Trombose Venosa Cerebral”, apresentado por Diana de Aguiar Dias de Sousa, médica interna de Neurologia do Hospital de Santa Maria e estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, vence a Bolsa D. Manuel de Mello 2015. Médica Interna de Neurologia do Hospital Santa Maria e estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, para além de Investigadora do Instituto de Medicina Molecular (Unidade Neurológica de Investigação Clínica), Diana de Aguiar Dias de Sousa, de 29 anos, afirma que “a atribuição da Bolsa D. Manuel de Mello é essencial porque permitirá prosseguir e concluir o estudo já iniciado”. 


(João Paço, José Manuel Ferro, Diana Dias de Sousa, Salvador de Mello e António Sousa Rêgo)

Resumo do trabalho premiado

A Trombose Venosa Cerebral é uma forma menos frequente de AVC mas que, ainda assim, tem uma incidência nos países ocidentais semelhante à da Meningite bacteriana. No entanto, é especialmente relevante do ponto de vista de saúde pública uma vez que, ao contrário de outros tipos de AVC, afeta mais frequentemente crianças e adultos jovens, particularmente mulheres. O trabalho premiado pretende determinar formas de prever a evolução dos doentes com Trombose Venosa Cerebral através da aplicação de protocolos específicos de ressonância magnética cerebral.


Edição de 2014

Projeto investiga efeitos secundários das cirurgias às cataratas

A Bolsa D. Manuel de Mello de 2014 foi atribuída a Andreia Martins Rosa, oftalmologista e estudante de Doutoramento da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, que apresentou o trabalho "Neuroadaptation After Cataract Surger". A vencedora afirma: “a atribuição da Bolsa D. Manuel de Mello permitir-me-á prosseguir com o meu trabalho de investigação, cujo objetivo é compreender a forma como o cérebro se adapta à visão após a cirurgia de catarata, em especial com as mais recentes lentes intraoculares premium.” 


(Salvador de Mello, Andreia Rosa, António Vitorino, Maria Amélia Bleck e Joaquim Murta)

Resumo do trabalho premiado

A catarata é a principal causa de cirurgia ocular e consiste na substituição do cristalino por uma lente intraocular, habitualmente monofocal, que apenas corrige a visão de longe. O objetivo é avaliar a neuroadaptação após cirurgia da catarata através de uma abordagem central, usando ressonância magnética funcional para identificar padrões de actividade cerebral associados a encadeamento, halos e evolução da sensibilidade ao contraste.


Edição de 2013

Helder Novais e Bastos vence Bolsa D. Manuel de Mello para projeto sobre tuberculose

Helder Novais e Bastos, investigador da Escola de Ciências de Saúde/ICVS da Universidade do Minho e médico do Hospital de São João, referiu que: “Com este trabalho, agora distinguido com a Bolsa D. Manuel de Mello, pretendemos caracterizar a filogenia das bactérias que causam tuberculose no norte do país, ou seja, que diferentes linhagens ou estirpes, com origens evolutivas distintas e geneticamente diversas, andam a circular e a infectar as pessoas”.


(da esquerda para a direita: Helder Novais e Bastos; António Sousa Rêgo, Salvador de Mello e Rui Raposo)

Resumo do trabalho premiado

A tuberculose continua a ser um problema de saúde pública global. Estima-se que em 2010 tenham ocorrido cerca de 8,8 milhões de casos em todo o mundo, com uma mortalidade de 1,4 milhões de pessoas. Isso significa que a tuberculose é a segunda causa de morte de causa infecciosa no mundo. Em Portugal, tem-se verificado um decréscimo anual médio de 7,3% nos últimos anos. Apesar dos progressos alcançados, a luta contra a tuberculose falhou em alguns dos seus objetivos fundamentais. Os estudos epidemiológicos avaliaram os fatores de risco ambientais ao aparecimento da tuberculose. No entanto, não é possível prever quais os indivíduos, que contactam com o agente patogénico, que são capazes de erradicar ou conter a infeção na forma latente ou que, pelo contrário, desenvolvem a doença. A resposta a esta questão é complexa e integra outras áreas do conhecimento, como a imunologia e a genética, tanto do hospedeiro humano, como do agente patogénico.


Edição de 2012

Jovem investigadora do Porto vence Bolsa D. Manuel de Mello

Inês Bastos Correia Sá, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, foi distinguida pelo seu trabalho sobre o processo de cicatrização da pele. “O principal objetivo do estudo foi analisar o processo de cicatrização da pele nas situações de lesão, nomeadamente nos doentes submetidos a cirurgia ou vítimas de queimaduras extensas, de forma a encontrar um tratamento”, explica Inês Bastos Correia Sá.


(da esquerda para a direita: António Sousa Rêgo, Maria Amélia Bleck, Inês Sá e Rui Raposo)

Resumo do trabalho premiado

A cicatrização da pele, apesar de ser um processo biológico fundamental à sobrevivência, pode tornar-se deletéria à sobrevivência dos indivíduos quando não controlada. Exemplo disso é a formação de tecido cicatricial aberrante, que se pode desenvolver em consequência de cirurgia ou queimaduras extensas. Existem evidências crescentes de que o sistema endocanabinóide está envolvido na formação patológica de tecido fibroso e cicatricial na pele e tecidos subcutâneos, e que a sua modulação poderá limitar esta resposta. Este projecto tem como finalidade avaliar o papel dos endocanabinóides no processo de cicatrização e a capacidade de alterar a evolução da formação cicatricial. O objetivo final deste projeto é o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas que possam alterar o curso da cicatrização destes doentes, já que as abordagens terapêuticas existentes na actualidade são amplamente mal sucedidas. 

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